A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS VIRTUAIS NAS EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS


A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS VIRTUAIS NAS EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS

Priscila Cembranel
Cecilia Smaneoto

RESUMO - O presente estudo sobre a influência das redes sociais virtuais nas empresas públicas e privadas mapeia e compara as diferenças de utilização das redes de relacionamento em empresas públicas e privadas. A orientação está voltada para a descoberta das formas de utilização das redes sociais nas organizações e como, através da percepção dos colaboradores, estas podem ser utilizadas em benefício da gestão de pessoas apontando possíveis vantagens e desvantagens para a adequação e utilização desta ferramenta. Para obter as informações e conhecimentos necessários para desenvolver o presente trabalho foi utilizado o método quali-quantitativo, a pesquisa bibliográfica, de campo, estatística e a distribuição de freqüência. Após a realização das análises dos dados coletados, tornou-se possível constatar que, embora muitos aspectos na gestão de pessoas sejam beneficiados pelas redes sociais ainda existem muitas melhorias possíveis de serem implantadas tanto em empresas públicas quanto em empresas privadas. Diante da popularização das redes de relacionamento a adequação a essa nova realidade faz-se importante e necessária independente da natureza das organizações.
Palavras-Chave: Redes sociais, gestão de pessoas, influências.

ABSTRACT - This study on the influence of virtual social networks in public and private companies maps and compares the differences in use of social networks in public and private companies. The guidance is focused on the discovery of the uses of social networks in organizations and how, through the perception of employees, they can be used to benefit the management of people pointing out possible advantages and disadvantages for the adequacy and use of this tool. For information and knowledge needed to develop this work was performed using the qualitative and quantitative, literature, field, statistics and frequency distribution. After completion of the analysis of data collected, it became possible to state that although many aspects in the management of people are benefiting from the social networks are still many improvements to be implemented in both public companies and private companies. Given the popularity of social networks to adapting to this new reality makes it important and necessary regardless of the nature of organizations.
Key-words: Social networks, people management, influences.

INTRODUÇÃO

Atualmente, tanto pequenas quanto grandes empresas estão atravessando um período de transformações sociais, econômicas, políticas e culturais, que resultam na criação ou utilização de novos meios de comunicação.

Nas organizações, o impacto dessa reestruturação dá-se através da modificação das práticas de gestão através de um processo contínuo de aprendizado e adequação sobre novas tecnologias e o uso dos meios de comunicação capazes de proporcionar maior satisfação aos colaboradores e as empresas.

As propostas para melhor comunicar-se através das redes de relacionamento estão cada dia mais numerosas na rede mundial de computadores, no entanto, sabe-se que a finalidade de sua utilização é diferenciada em empresas particulares e públicas. A criação de um ambiente empresarial flexível, onde a adoção de redes virtuais de relacionamento são bem aceitas torna os processos de comunicação mais eficientes e, se acrescidos a um bom conjunto de normas de conduta virtual tendem a aproximarem as pessoas e a trazer grandes benefícios para as empresas.

Neste contexto, é possível visualizar a forma como empresas públicas e privadas utilizam as redes sociais como um movimento de mudança e evolução nos meios de comunicarem-se, voltadas para a utilização de meios interativos para aproximar empresa e colaborador. Para tanto ainda é necessário descobrir até que ponto as redes sociais podem ser aproveitadas pelas empresas e o quanto elas são efetivamente utilizadas estabelecendo um limite aceito como sendo o patamar de utilização saudável dessas ferramentas on-line.

Discutir a identificação dos usos das redes sociais virtuais nas empresas públicas e privadas e os principais aspectos que sofrem alguma influencia dessa ferramenta de comunicação tão inovadora e desconhecida da maioria das empresas é extremamente importante. O alinhamento e o desalinhamento entre empresas públicas e privadas em relação aos usos das redes sociais colaboram dessa forma, para a análise teórica e prática em torno do tema apresentando os aspectos que ainda podem ser melhorados dentro das empresas.

1 ASPECTOS METODOLOGICOS

Este trabalho terá como tema: mapear e comparar as influências das redes sociais nas empresas públicas e privadas, delimitando seu tema num estudo sobre as influências e o impacto das redes sociais em cinco empresas públicas e cinco empresas privadas, da região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, de setembro de 2009 a janeiro de 2010. O Problema levantado para a presente pesquisa se atém a seguinte indagação: Quais são os aspectos da gestão de pessoas e de que forma cada um destes sofrem modificações em suas práticas das redes sociais quando comparadas empresas públicas e privadas?

Ainda falando em direcionamentos de dados, se objetivou identificar quais são os aspectos na gestão de pessoas e de que forma estes sofrem modificações em suas práticas devido as redes sociais, realizando mapeamento e comparação em cinco empresas públicas e cinco privadas. E para melhor responder a esse objetivo, foi planejada a seguinte seqüência para a realização deste estudo, especificadamente: identificar quais os aspectos na gestão de pessoas sofrem modificações em suas práticas devido a utilização das redes sociais; identificar de que forma os aspectos na gestão de pessoas sofrem modificações em suas práticas devido a utilização das redes sociais; mapear os aspectos relativos a percepção das empresas públicas e privadas em relação a utilização das redes sociais identificando as principais vantagens e desvantagens no uso desta ferramenta; comparar as principais formas de utilização das redes sociais nas empresas públicas e privadas; comparar a percepção dos colaboradores acerca das principais formas de utilização das redes sociais nas empresas públicas e privadas.

Neste estudo pretende-se articular o embasamento teórico acadêmico na área de gestão de pessoas como principal aspecto a ser influenciado pelo uso de redes sociais virtuais, a partir de uma pesquisa de campo em empresas públicas e privadas e desenvolver um mapeamento das percepções de seus colaboradores para posterior comparação das formas de utilização das redes sociais. Destaca-se que identificar as formas de utilização das redes de relacionamento é indispensável para saber lidar com essa realidade intrínseca de empresas que proporcionam acesso a internet a seus colaboradores. Observa-se a partir da utilização das redes sociais a possibilidade de buscar informações para a adequação das práticas de gestão de pessoas nas empresas através da identificação dos aspectos que podem ser modificados por essa ferramenta de comunicação possibilitando e preparando equipes que acompanhe esse movimento diferenciado na forma de se comunicar.

1.1 METODOLOGIA

Serão utilizados os métodos qualitativo e quantitativo como forma de abordagem, os métodos de procedimentos, que denominam o presente estudo estatístico. Também se pode dizer que foi realizado estudo comparativo, e se utilizou técnicas como: o questionário, a distribuição de freqüência, pesquisa de campo, análise de conteúdo e a análise de freqüência, a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e a pesquisa de campo.

Optou-se pelo questionário com questões fechadas e abertas, pela possibilidade de obter um número maior de entrevistados, para poder garantir o anonimato dos participantes e também por implicar numa maior facilidade de acesso as informações, com menores custos, permitindo que as pessoas respondam, no momento em que julgarem mais conveniente. O universo delimita-se em cinco empresas públicas e cinco empresas privadas através da aplicação do questionário para a amostra baseada em censo.

Neste estudo foram distribuídos questionários, cada um composto por vinte e nove questões, aos colaboradores qualificados correspondendo a oitenta pessoas no caso das empresas privadas e cento e dezenove pessoas no caso das empresas públicas, no período de setembro de 2009 a janeiro de 2010. O percentual de entrega de questionários nas empresas privadas foi de 98,75% e de 73,95% nas empresas públicas.

2 REVISÃO DA LITERATURA

A partir deste título e suas subdivisões estão relatados aspectos sobre a utilização das redes sociais nas empresas, com ênfase nos usos das redes de relacionamento no Brasil e suas possibilidades para as empresas, as quais foram utilizadas para embasar as análises da pesquisa de campo realizada em empresas públicas e particulares.

2.1 A ERA DA CULTURA.COM

Desde a invenção da máquina a vapor a tecnologia nunca mais parou de evoluir. Sabe-se que entrar em uma era onde as empresas não reúnem-se em um mesmo ambiente, cidade, estado ou até país para discutir os assuntos gerenciais ou operacionais pendentes traz diversas implicações na forma de gerir pessoas. Por isso, o desenvolvimento de uma cultura adequada a essa nova realidade empresarial poderia auxiliar nas estratégias diante do mundo virtual através de instrumentos práticos que se adaptem as necessidades deste novo local de trabalho.
Existem muitos desafios para transformar a cultura de uma empresa tradicional para que ela passe a operar tanto no mundo real como no mundo virtual.

Dizem que o tempo de operação na rede é dez vezes mais veloz. Tudo se move dez vezes mais rápido do que antes da Internet, e essa velocidade está cada vez maior. A correção rápida de falhas durante o processo tornou-se rotina em muitas empresas. (NEUHAUSER, 2001, p. XV).

As empresas estão sofrendo para atender as demandas de “comunicação.com” em “velocidade.com” e isso se reflete na busca das organizações por ferramentas de comunicação on-line cada dia mais rápidas e funcionais.
De acordo com Neuhauser (2001), conforme as empresas vão aderindo à idéia de formação de equipes o espaço amplo do escritório passará a não ter mais importância, visto que os funcionários de uma empresa ficarão espalhados pelo mundo e desempenhando suas funções separadamente. A maior dificuldade enfrentada nesse processo é a transição de um ambiente totalmente “presencial” para um ambiente por vezes solitário e sem práticas de trabalho em equipe. Muitas empresas chegam levar anos nesse processo de fusão entre culturas contrastantes.

Ainda conforme Neuhauser (2001), nesse novo sistema de trabalho, as pessoas formam novos grupos funcionais de forma rápida e de acordo com as necessidades, os colaboradores acabam tendo que adaptarem-se em tempo recorde as mudanças necessárias e ainda aprenderem a desenvolver um sentimento de lealdade com seus pares.

Uma empresa baseada em relações virtuais pertence a todos e faz com que todas as pessoas, independente de sua posição na hierarquia da empresa possam inserir e absorver informações de forma igualitária através do acesso aos instrumentos de comunicação utilizados de forma inteligente e rápida.

Os administradores da gestão do conhecimento e comunicação virtual devem agir como facilitadores desse processo promovendo o acesso fácil ao conhecimento facilitando o desenvolvimento intelectual das pessoas para a promoção da confiança entre as pessoas e a troca de informações de forma adequada e objetiva.

2.2 REDES SOCIAIS

O ser humano é um ser social por natureza. Sua necessidade de trocar informações e experiências é um ato que pode ser considerado cotidiano e para potencializar essa necessidade natural do ser humano é sabido que os brasileiros são um dos povos mais sociáveis do mundo e sua busca por mais formas de relacionamento não se torna estranha ou descabida. Com a evolução tecnológica a comunicação deixou de ser uma conseqüência das festas, rodas de bate-papo nas ruas, bares ou até mesmo telefone.

As redes sociais não são capazes de “materializar” uma pessoa, mas aumenta as chances de conhecer um número cada dia maior de pessoas. De acordo com o site Rede Social (2009), “encontrar a turma do colégio ou grupos com a mesma afinidade que nós com a distância de apenas um clique - ou de uma busca no Google – demonstra como o mundo mudou”.

De acordo com o site Rede Social (2009), a maior rede social, atualmente, é o Facebook com o maior número de visualizações mensais. De acordo com uma pesquisa feita pelo ComScore (2009) bilhões de pessoas acessaram a internet em maio de dois mil e nove e dois terços (praticamente 65%) destas mesmas pessoas acessaram no mínimo um site de redes sociais sendo que a pesquisa exclui os acessos em lan houses e os acessos realizados através de celulares. Percebe-se que em número de acessos no Brasil, somente perde para a Rússia como se pode perceber através da Figura 1.

Top 20 – Campeões das redes sociais em maio/09
País Tempo médio de permanência (horas) Páginas por visitantes
Média mundial 3.7 525
Rússia 6.6 1,307
Brasil 6.3 1,220
Canadá 5.6 649
Porto Rico 5.3 587
Espanha 5.3 968
Finlândia 4.7 919
Reino Unido 4.6 487
Alemanha 4.5 793
Estados Unidos 4.2 477
Colômbia 4.1 473
México 4.0 488
Chile 4.0 418
Irlanda 3.8 462
Turquia 3.7 427
Venezuela 3.7 454
França 3.6 526
Austrália 3.4 374
Nova Zelândia 3.4 386
Suíça 3.2 430
Itália 3.2 39
Fonte: Pesquisa realizada pela empresa ComScored sobre acesso a redes sociais.
Figura 1: Top 20 - Campeões das redes sociais em maio/2009.

As redes sociais passam a idéia de entretenimento tornando-se úteis também nos processos de comunicação nos países geograficamente grandes. A característica principal de uma rede social é o fato de o usuário poder vincular-se a alguém, “um amigo” virtual.

Rede Social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. A rede é responsável pelo compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes. Essas redes sociais estão hoje instaladas principalmente na Internet devido ao fato desta possibilitar uma aceleração e ampla maneira das idéias serem divulgadas e da absorção de novos elementos em busca de algo em comum (WIKIPEDIA, 2009).

O ser humano participa de várias redes sociais durante toda a vida como por exemplo: as redes formadas em decorrência de relações pré-existentes (família, colegas de trabalho e amigos). É fato que as redes sociais ou redes de relacionamentos são formadas por pessoas que possuem interesses em comum e por isso possuem maior poder de articular idéias e mobilizar seus participantes na conquista de um objetivo pautado em uma política de participação e democracia.

Um indivíduo representa suas idéias e interesses e quando une-se a determinada rede social, além de expor suas características e desejos também é capaz de obter informações sobre as outras pessoas envolvidas e dessa forma ajudar a suprir tanto as próprias necessidades como as necessidades alheias.

A internet está intimamente ligada a todos os aspectos da vida do ser humano moderno e é como se fosse uma extensão da vida das pessoas, por isso que este instrumento intangível atribui-se o papel principal na criação e na conquista das relações sociais on-line. Um indivíduo costuma montar suas redes de relacionamento baseando-as em seus interesses, contatos profissionais, valor e até projetos e por esse motivo que as organizações virtuais estão tornando-se uma ferramenta de trabalho. Acredita-se que as redes sociais corporativas possam trazer ao indivíduo não somente laços associativos como acontece nas relações de trabalho comuns, mas também laços sociais onde elas se sintam a vontade para criar laços com outras pessoas através de um ponto de encontro comum.
Onde há interação social há o compartilhamento de informações e partindo desse princípio que é possível observar o maior proveito da utilização das redes sociais pelas empresas. Quando as pessoas são convidadas a participar de uma iniciativa que mude completamente a forma pela qual se comunicam é normal que haja resistência, mas com o tempo e se não houver censura da empresa sobre seus colaboradores as chances de sucesso e do surgimento de idéias inovadoras pode modificar a forma como as pessoas se comunicam para sempre.

2.3 PRINCIPAIS TIPOS DE REDES DE RELACIONAMENTO VIRTUAL

Segundo com Cipriani (2008, p.189-198):

BLOG: Forma reduzida de WEBLOG. A palavra surgiu para nomear páginas de internet que se parecem com um diário on-line. (...); CHAT: Conversa on-line por meio de uma interface de texto, áudio ou vídeo. (...) FLOG: ou fotolog. Um blog com fotos, em vez de textos. (...) VLOG: ou Vídeo Log. Um blog em que os posts são apresentados em vídeo, em vez de textos (...) (CIPRIANI, 2008, p.189-198).
Conforme a Wikipedia (2009), fórum de discussão, é uma ferramenta destinada a promover debates através da publicação de mensagens sobre um mesmo assunto. Mensageiro instantâneo é a ferramenta que permite o envio e o recebimento de mensagens em tempo real podendo também saber quem de sua lista de contatos conectou-se a rede ou não. Os mais usados e conhecidos são o Icq, MSN, Yahoo!Messenger, Lótus Sametime e Google talk.

2.4 VANTAGENS EMPRESARIAIS DAS REDES DE RELACIONAMENTO

A internet é o veículo pelo qual trafega um número quase incontável de informações por segundo. Quando se fala na vantagem de utilização das redes de relacionamento isso deve ser levado em conta, pois é através dela que milhões de pessoas expressam suas opiniões. Um exemplo disso pode ser o funcionário de uma empresa que está insatisfeito diante de sua própria equipe de trabalho e decide então publicar em seu blog pessoal essa insatisfação. Um tempo depois ao entrar no Orkut e lembrando-se da situação e cria uma comunidade intitulada “Só trabalho com gente lerda”.

Algumas situações criadas pelas redes de relacionamento são desagradáveis e podem gerar instabilidade dentro de qualquer empresa. Por esse motivo, a utilização dessas ferramentas pode auxiliar as equipes de trabalho a melhorar sua comunicação criando um canal de relacionamentos onde os colaboradores não tornam-se passíveis de punição ao expressar algumas insatisfações (desde que isso seja feito de forma adequada e sem caráter ofensivo aos demais). Maia (2009) complementa dizendo que “As redes sociais deixaram de ser um ambiente exclusivo para a troca de idéias de garotões desocupados e estão sendo cada vez mais usadas pelas empresas como ferramenta de relacionamento”.

A utilização das redes sociais deve servir como ponte tanto para o relacionamento com o cliente como para o relacionamento com os colaboradores. Muitas vezes as empresas esquecem que os seus maiores clientes trabalham dentro da empresa e podem contribuir para a evolução dos produtos e serviços oferecidos e só não o fazem em grande parte dos casos por medo de represálias.

Quando as empresas abrem um canal de comunicação como as redes sociais virtuais devem existir a consciência dos gestores diante da liberdade de expressão que estão dando aos seus colaboradores, de modo que nada adianta pedir que as pessoas usem essas ferramentas e expressem opiniões acerca de assuntos e problemas se isso não é considerado na hora de realizar mudanças efetivamente.

As empresas também podem beneficiar-se na coleta de informações e preferências pessoais dos colaboradores utilizando-as para descobrir uma formação de equipes de acordo com as afinidades individuais dos colaboradores. O processo de comunicação também seria beneficiado, pois por ser uma estrutura em rede todos os colaboradores estariam ligados a todos os demais membros da empresa e de forma evolutiva as reuniões presenciais poderiam ser substituídas pelo envio de mensagens instantâneas de texto ou até mesmo serem realizadas na forma de teleconferências. Como toda rede de pessoas e de informações a rede corporativa deve ser alimentada com informações, ou seja, todos os colaboradores devem informar os assuntos pertinentes aos demais colaboradores de forma a realizar através da equipe ações que melhorem a empresa para que esta atinja seus objetivos.
Na sociedade da informação todos os dados obtidos pelas empresas podem ser uma forma de inovar, aprender ou até incrementar conhecimentos pré-existentes. Isso se tornaria possível se a empresa partisse do pressuposto de que nem todas as dúvidas são sanadas através dos métodos tradicionais de ensino. As redes sociais não são realmente fontes de conhecimento, mas funcionam como ponto de encontro entre pessoas que dividem seus conhecimentos, o que torna o processo eficaz.

O departamento de gestão de pessoas não perde terreno para as novas tecnologias, ao contrário, pode e deve agir como facilitador de encontros entre colaboradores que possuam informações úteis entre si. Os maiores benefícios para o departamento de gestão de pessoas ficarão nas áreas de recrutamento e seleção, pois os possíveis colaboradores serão recrutados através de seu perfil, interesses e contatos úteis ou necessários para as empresas.

Antes de pensar em qualquer benefício advindo do uso de redes sociais virtuais deve-se levantar a possibilidade de realizar um processo de treinamento e conscientização sobre a responsabilidade da equipe como um todo em relação ao uso de qualquer ferramenta disponível na internet.

Manter talentos dentro de qualquer empresa não costuma ser uma tarefa fácil, pois eles costumam buscar muitas informações e serem pessoas altamente inovadoras. Logo, a utilização das redes sociais e a abertura a liberdade no meio virtual costumam ser ferramentas praticamente de baixo custo para a retenção desses talentos normalmente nascidos na era digital. Acredita-se que no futuro, trabalhar em ambientes colaborativos será indispensável para reter talentos e garantir uma alta produtividade empresarial.

2.5 RAZÕES PARA A UTILIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS

O medo é o fator mais relevante quando as empresas decidem não utilizar as redes sociais dentre seus meios de comunicação. Sabe-se, entretanto, que as redes de relacionamento são uma grande oportunidade para a manifestação da criatividade dos colaboradores (tanto a capacidade criativa individual como a coletiva).

Atualmente, a competitividade entre empresas é muito mais expressiva do que antigamente e essa situação traz às pessoas a necessidade de desenvolvimento das competências que venham a agregar valor para as empresas devendo a inovação ser buscada dentro e fora da empresa para que esta consiga enfrentar o mercado com maior vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa MACHINE, International Business - IBM (2008), as empresas estão sofrendo mudanças cada vez mais rápidas aonde a idéia principal sobre um produto ou serviço sempre vem de fora da empresa através da participação de todos como fonte de recursos e ativos. Por isso, existe a necessidade de se ter uma empresa globalmente integrada, onde as limitações territoriais não mais impeçam o surgimento de uma idéia ou solução.

É preciso dar voz as pessoas que trabalham na empresa para poder criar uma organização que prime pela cultura da inovação onde todos se sentem livres para agir e expor suas idéias livremente. Para criar um ambiente aberto ao diálogo as redes sociais são excelentes meios de comunicação e a um custo relativamente baixo, pois facilitam a comunicação de pessoas com interesses em comum possibilitando um acesso rápido e fácil ao usuário. O compartilhamento do conhecimento pode ser facilmente realizado com as ferramentas disponíveis nas redes sociais, pois além de possibilitar o ambiente de interação entre pessoas acerca de um assunto também registra tais atividades permitindo que mais pessoas possam consultar o material construído quando precisarem.

É praticamente redundante dizer que o ser humano é um ser social, ainda mais o brasileiro que é extremamente comunicativo e gosta de conversar o que propicia o surgimento de inovação, pois existe a possibilidade de expressão das diferentes perspectivas dos colaboradores de uma empresa (estejam fisicamente perto ou longe do ambiente de trabalho).

Uma das principais razões para uma empresa adotar a utilização de redes sociais no ambiente de trabalho com certeza é a quebra de barreiras hierárquicas, pois além dessa ferramenta promover mudanças irreversíveis na empresa, há a vantagem das idéias chegarem em sua forma original ao destinatário ou aos altos cargos gerenciais sem precisar passarem pelos cargos intermediários que muitas vezes filtram ou “empobrecem” as informações.

De acordo com Neuhauser (2001), quando em frente ao computador as pessoas costumam ser do mesmo modo que em suas vidas particulares, normalmente utilizam a oportunidade e a liberdade para expressar suas crenças e opiniões mais facilmente (pessoas que muitas vezes os superiores nem escutam a voz dentro da empresa). Esse nível de comunicação trará uma capacidade coletiva de criação muito mais abrangente e com a garantia de que isso não se perderá facilmente (pois praticamente todas as ações são registradas e podem ser acessadas novamente).

3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Neste capítulo encontram-se demonstrados e analisados os resultados obtidos a partir dos questionários da pesquisa de campo aplicada nas empresas da região Celeiro do Estado do Rio Grande do Sul. Foram entrevistados, desconsiderando os colaboradores que por algum motivo não responderam ao questionário, 79 (setenta e nove) colaboradores de 5 (cinco) empresas privadas e 88 (oitenta e oito) servidores de 5 (cinco) organizações governamentais.

O instrumento está estruturado como questões abertas e fechadas de múltipla escolha que representam as formas de utilização e a aplicabilidade das redes sociais nos processos diários de empresas públicas e privadas, conforme detectado por Neuhauser (2001, p. 5).

Inicialmente escolheram-se as cinco empresas particulares atuantes em três setores: comercial, serviços e industrial e as cinco empresas públicas que se enquadravam na característica desejada, ou seja, que se utilizam de microcomputadores como ferramenta de trabalho.

As empresas receberam um questionário onde se explicitava brevemente significado de rede social. Em seguida, vislumbrava-se um grupo de vinte e nove questões, entre elas, questões abertas e fechadas referente as formas de utilização das redes sociais e as opiniões pessoais dos funcionários das empresas questionadas.
Para conhecer as principais redes sociais utilizadas pelos colaboradores e a real finalidade desse uso, bem como as opiniões pessoais de colaboradores de empresas públicas e privadas, constitui-se importante saber quais são as principais redes sociais utilizadas por essas pessoas, a freqüência com que isso ocorre e como essas ferramentas poderiam tornar-se úteis aos colaboradores e as empresas.

Para estabelecer algum tipo de limitação sobre a utilização das redes sociais deve existir uma comprovação da inutilidade dessa ferramenta para as atividades desenvolvidas pela empresa independente dos motivos encontrados. Por isso, a opinião dos colaboradores e o comprometimento sobre a utilização responsável das redes sociais mostram-se um ponto importante a ser questionado. Assim, utilizar-se de redes sociais exclusivamente empresariais ou comuns a toda sociedade é uma escolha para as empresas, pois são ínfimas as possibilidades oferecidas por essa ferramenta multifuncional de relacionamento, marketing e inovação podendo fazer toda a diferença quando observadas suas contribuições aos resultados organizacionais.

Com a globalização das informações trazidas pela Internet as redes sociais popularizaram-se de forma exponencial invadindo lares e empresas. Apesar de cada uma dessas redes sociais ser direcionada para um segmento de interesse umas acabam sempre agradando mais que outras dependendo do país, local, cultura e tipo de contato desejado pelos usuários.

Inicialmente os entrevistados foram questionados sobre as redes sociais de sua preferência. Observa-se que tanto colaboradores de empresas públicas como de privadas possuem praticamente o mesmo percentual de usuários em relação ao mensageiro instantâneo MSN. Verifica-se, entretanto que em empresas privadas o site de relacionamentos virtuais Orkut possui uma quantidade de adeptos um pouco maior (em torno de sete por cento) que em empresas públicas. Esse fato justifica-se devido ao bloqueio desse tipo de site em alguns departamentos das empresas públicas. O mensageiro instantâneo Google talk é uma ferramenta que pode ser utilizada ao mesmo tempo em que os usuários visualizam ou alteram seus perfis on-line do Orkut e por isso, acaba sendo utilizado para conversas entre contatos da mesma rede de relacionamentos em maior número nas empresas privadas. Percebe-se também, que algumas redes de relacionamento, páginas na internet, serviços de microblogging ou blogger não são tão difundidos na cultura empresarial. O que é lamentável, pois muitas empresas no Brasil e no mundo já fazem bons usos dessas ferramentas para melhorar a relação com seus clientes e colaboradores. Os menos usuais entre as empresas privadas são o Myspace, que conforme a Wikipédia (2009) é uma rede interativa de fotos, blogs e perfis de usuários incluindo também um sistema interno de e-mail, fóruns e grupos possibilitando, inclusive, a hospedagem de músicas em formato MP3. Os fóruns de discussão e o youtube (central onde os usuários cadastram-se criando um canal com seus vídeos gratuitamente que podem ser acessados por qualquer um em qualquer lugar do mundo) também são pouco utilizados pelas empresas. Verifica-se, entretanto que o uso das páginas da web é mais freqüente em empresas públicas do que em empresas privadas. Sabe-se que as páginas da web. Além de fornecerem um serviço de e-mail seguro aos servidores públicos, tornam possível a criação de um canal de comunicação com a população em geral.

REDE SOCIAL Emp. Privada (%) Emp. Pública (%)
Msn 26 27
Orkut 34 27
Facebook 5 7
Twitter 6 6
Myspace 0 3
Blog 3 4
Google Talk 15 11
Skype 6 6
Fórum De Discussões 1 0
Youtube 1 1
Página Na Web 3 8
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 2: Redes sociais mais utilizadas em empresas públicas e privadas.

De acordo Doria (2008), os brasileiros são os que mais lêem blogs, vêem vídeos e acessam as redes sociais, e a tendência é o crescimento desse público com a difusão da banda larga no país. Quando questionadas sobre a freqüência de utilização das redes de relacionamento online as empresas públicas mostraram-se um pouco mais assíduas do que as empresas privadas, mesmo possuindo um controle mais rígido em relação aos conteúdos que podem ser acessados no ambiente de trabalho, como pode ser observado na Figura 3.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 3: Freqüência de utilização das redes sociais em empresas públicas e privadas.

Conforme a Figura 4 pode-se verificar entre os entrevistados que assuntos pessoais são os mais pautados nas redes de relacionamento, entretanto, nas empresas privadas esse tema possui um maior destaque quando comparado junto aos resultados encontrados pela pesquisa nas empresas públicas. O segundo e o terceiro tema mais citados pelos colaboradores de empresas privadas foi a busca de entretenimento e notícias, respectivamente.

Outro aspecto interessante nas empresas privadas é a utilização das redes sociais para fins acadêmicos, fato que evidencia a crescente exigência das organizações particulares diante do grau de instrução de seus colaboradores. Outros assuntos de interesse também foram citados pelos colaboradores das empresas particulares, tais como: vendas, empregos e oportunidades e assuntos relacionados ao negócio da empresa. Nas empresas públicas, as redes sociais são utilizadas na busca de três assuntos principais: política, notícias e educação, respectivamente.

ASSUNTO Emp. Privada (%) Emp. Pública (%)
Pessoal 30 20
Religiosidade 2 7
Notícias 15 16
Política 0 19
Negócios/dinheiro 9 7
Educação 2 14
Trabalhos acadêmicos 13 6
Entretenimento 24 10
Outro 6 0
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 4: Assuntos de interesses tratados nas redes sociais.

Acredita-se que os assuntos buscados nas redes sociais pelas empresas públicas relacionam-se com seus protocolos e limitações de acesso a internet, como é possível perceber na Figura 5, onde fica evidente que todo conteúdo acessado é controlado ou limitado. Já as empresas particulares a segurança na rede baseia-se no desenvolvimento de uma política de utilização de seus colaboradores onde é fornecido aos colaboradores orientações sobre a utilização responsável das redes sociais na empresa.

LIMITAÇÕES DE ACESSO AOS FUNCIONÁRIOS DAS EMPRESAS PRIVADA (%) PÚBLICA (%)
Bloqueio de sites que dão acesso aos blogs em geral 4 -
Bloqueio de sites que dão acesso as redes de relacionamento 5 2
Bloqueio de e-mails que não sejam o da empresa 1 -
Bloqueio de todo e qualquer conteúdo na internet, restando somente a intranet - 98
Orientação aos colaboradores para que não compartilhem informações sobre a empresa na internet 53 -
Orientação para que os colaboradores só utilizem o e-mail, blog ou rede de relacionamentos da empresa de forma pessoal caso haja necessidade. 37 -
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 5: Formas de limitação no acesso as redes sociais em empresas públicas e privadas.

A tecnologia da informação difundiu-se rapidamente nas empresas, logo foi necessário criar algum meio de controlar ou limitar a utilização prejudicial ao desenvolvimento das atividades organizacionais. Neste sentido, quando questionadas sobre em que circunstâncias essas ferramentas de monitoramento ou limitação começaram a ser implementadas foi possível perceber a diferenciação nas atitudes de empresas públicas e privadas. Cerca de setenta e oito por cento das empresas privadascriaram seus controles de acesso a internet antes que os funcionários sofressem alguma conseqüência caso acessassem algo considerado impróprio para o ambiente de trabalho. Apenas dezesseis por cento criaram esses protocolos de controle depois que algum colaborador sofreu algum tipo de ação corretiva devido a má utilização. Já, nas empresas públicas, percebe-se que ações preventivas foram realizadas antes que houvesse a necessidade de punir servidores por uso indevido da internet. Cerca de oitenta e oito por cento das empresas públicas tinham algum método de controle ou limitação de acesso em relação a determinados conteúdos da rede.

As redes sociais podem ser uma alternativa na busca de empregos, cursos e especializações para os interessados, além de tornar-se uma vitrine virtual frequentemente consultada para os processos de recrutamento e seleção das empresas. Dos colaboradores das empresas privadas quase dois terços (sessenta e três por cento) dos entrevistados consideram a possibilidade de procurar oportunidades através das redes sociais. Esse índice aumenta quatro por cento (representando sessenta e sete por cento) nas empresas públicas. Nas empresas privadas a motivação encontra-se na facilidade de acesso aos cursos disponíveis na rede e na condescendência entre interesses pessoais e empresariais. Já os servidores públicos percebem vantagens em buscar oportunidades nas redes sociais se vierem a considerar a possibilidade de trabalhar em empresas privadas.

Arruda (2009) afirma que as fontes de recrutamento podem vir de dentro ou de fora da empresa e dentre todas as fontes possíveis de recrutamento as redes sociais vem crescendo cada dia mais, de forma que existem redes sociais profissionais onde os usuários se cadastram evidenciando suas experiências e qualificações formando uma rede própria de relacionamentos e referenciando aqueles com quem já trabalharam. Sabe-se que ao criar um perfil online as pessoas expõem detalhes particulares de suas vidas, tornando possível que outros usuários identifiquem detalhes da personalidade da pessoa da qual estão lendo o perfil.

Sabe-se que, existem detalhes que chamam mais atenção de empresas e colaboradores no acesso de perfis nas redes de relacionamento. Nas empresas privadas é possível afirmar que os aspectos mais chamativos para os colaboradores são, respectivamente a escrita e ortografia empregada pelo usuário ao preencher seus dados no perfil, a descrição pessoal e as comunidades das quais o indivíduo participa. Os servidores públicos evidenciam pequenas diferenças em relação as empresas privadas, pois observam inicialmente a descrição pessoal, seguida, respectivamente, pelas fotos e os dados fornecidos para contato.
Verifica-se então que, quando questionados sobre quais seriam os aspectos observáveis pelas empresas, os colaboradores das empresas privadas diferiram somente em um aspecto: o preenchimento correto dos dados pessoais em detrimento da descrição pessoal.

As redes sociais são repletas de perfis (verdadeiros e falsos), e estes possuem algumas informações que devem ser checadas pelas empresas em seus processos de captação de talentos realizados através desse canal de comunicação. Colaboradores de empresas privadas quando indagados sobre os aspectos que necessitam alguma verificação apontaram os dados pessoais, a descrição pessoal e as comunidades como sendo aspectos importantes a serem checados pelos selecionadores. Em conformidade com a opinião dos funcionários de empresas privadas, os servidores públicos defendem a verificação de dados e descrição pessoal e a ortografia/escrita, pois os candidatos nem sempre demonstram suas habilidades gramaticais quando utilizam as redes de relacionamento com a finalidade de entretenimento, por exemplo.

CRITÉRIOS OBSERVADOS AO ACESSAR PERFIS ON-LINE EMPRESA PRIVADA EMPRESA PÚBLICA
Critérios observados pelos colaboradores (%) Colab. acham que as empresas observam (%) Colab. acham que deve ser checado (%) Critérios observados pelos servidores (%) Servidores acham que as empresas observam (%) Servidores acham que deve ser checado (%)
Dados pessoais 13 24 29 14 17 23
Comunidades 17 21 26 12 13 10
Amigos 5 2 6 13 7 5
Escrita/ortografia 24 20 1 9 14 20
Descrição pessoal 20 16 32 22 20 25
Fotos 13 9 1 15 17 4
Dados para contato 8 8 3 15 13 13
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 6: Critérios de observação e checagem no uso de redes sociais nas empresas públicas e privadas.

De acordo com Guimarães in Você S.A (2009), em estudo da empresa de consultoria e pesquisa Digital Jobs grande parte dos colaboradores de empresas de médio e grande porte acreditam na eficácia das redes sociais nos processos de recrutamento. Mas, apenas cinco por cento destes colaboradores foram efetivamente contratados através das redes.

Quando questionados sobre a realização de contatos profissionais através das redes sociais a diferenciação entre opiniões de colaboradores advindos de empresas públicas e particulares torna-se evidente. As empresas privadas não são habituadas a realizar seus contatos profissionais via redes sociais, mesmo não possuindo grandes restrições de acesso. Em contrapartida, as empresas públicas, com limitações ao acesso das redes sociais no ambiente de trabalho evidenciam realizar dois quartos mais contatos profissionais pelas redes de relacionamento do que as empresas privadas, conforme pode ser observado na Figura 7.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 7: Contatos profissionais realizados através das redes sociais.

Das experiências profissionais ocorridas através de contatos pelas redes sociais foram citadas pelas empresas privadas: contatos profissionais para resolver problemas técnicos da empresa, contato inerentes a processos de recrutamento e seleção (busca de vagas, envio de currículos, envio de mensagens contendo oferta de vagas até agendamento de entrevistas e chamada de candidatos para trabalhar) e desenvolvimento e negociação com fornecedores. Nas empresas públicas os contatos profissionais pelas redes sociais se consolidam na busca de consultoria, no compartilhamento de informações e cumprimento dos processos burocráticos, na realização de reuniões virtuais, na divulgação de eventos e até o envio em caráter de emergência de documentações complementares para prestações de contas.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 8: Colaboradores que realizam atualizações informativas em empresas públicas e privadas.

Guimarães in Você S.A (2009), observa que através do estudo na empresa Digital Jobs descobriu-se que noventa e dois por cento dos profissionais qualificados estão presentes nas redes sociais utilizando-as pelo menos uma vez ao dia. Mesmo assim, é sabido que a freqüência não garante o bom uso dessa ferramenta.
Quando arguidos sobre a realização de atualizações informativas junto as redes sociais os entrevistados evidenciaram que três quartos dos colaboradores de empresas privadas não realizam atualizações informativas em seus perfis, ao contrário dos servidores públicos onde quase dois terços destes afirmam atualizar seus perfis informando entre outros aspectos o que estão fazendo no momento.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 9: Crença de manipulação de dados das redes sociais em empresas públicas e privadas.

Telles (2006, p. 24/46) salienta, que o Brasil é o país com maior número de membros atualmente na rede social Orkut. Sabe-se, no entanto, que sempre existem riscos para os usuários como a falsificação de páginas, pois qualquer indivíduo pode cadastrar o nome de outra pessoa. Quando questionados sobre uma possível manipulação de dados e informações a maioria absoluta dos colaboradores de empresas privadas afirmam não acreditar em tal possibilidade. Já os servidores públicos demonstram-se mais cautelosos: quase metade dos respondentes afirmaram acreditar na manipulação de dados e informações.

Apesar da confiabilidade apresentada pelas empresas privadas, Rattray (2009, p. 11), em entrevista para o Relatório de Criminologia Virtual de 2009 reitera, “o setor privado é geralmente responsável por sua própria proteção [...]. A rápida evolução das capacidades ofensivas significa que as defesas do setor privado precisarão ser imensamente adaptáveis.” O relatório também ressalta que ataques sobre serviços públicos podem ser realizados facilmente, pois o desafio de mapear novas ameaças torna-se cada dia maior.
Neuhauser (2001, p. 199), ao comentar sobre as novas práticas e tecnologias nas empresas, salienta que “as Intranets transformam-se em um instrumento importante para a comunicação interna”, no entanto essa mudança cultural pode incomodar os funcionários de uma empresa. Para realizar qualquer modificação estruturas nas empresas liberdade de expressão é o primeiro passo quando observadas necessidades de mudanças estratégicas. De acordo com Neuhauser (2001, p. 186), os cuidados relacionados a utilização das redes sociais devem observar quando o bate-papo ultrapassa os limites da legalidade ou do código de ética virtual estabelecido pela empresa com os funcionários.
Neste sentido, percebe-se conforme a Figura 10, que colaboradores de empresas privadas são mais evasivos do que os servidores públicos quando questionados sobre a possibilidade de expor idéias na rede social da empresa, pois mais da metade dos entrevistados nas empresas privadas afirmaram que não se exporiam de nenhuma forma na rede e somente um quarto dos entrevistados o fariam anonimamente. Nas empresas públicas o percentual de pessoas contrário as a exposição empresarial nas redes sociais é pouco mais de um terço dos entrevistados. Entretanto, ainda existe um quarto de servidores públicos que não vêem problemas em falar sobre assuntos de trabalho utilizando um apelido ou nome que garantisse o anonimato.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 10: Liberdade de expressão nas redes sociais empresariais.

Ao se justificarem colaboradores das empresas privadas observaram aspectos relacionados à cópia de dados, manipulação de informações e a espionagem industrial, bem como a falta de hábito e/ou vontade de utilizarem-se dessa ferramenta virtual. Já os colaboradores de empresas públicas salientaram em suas justificativas as iminentes possibilidades de boicote devido as questões partidárias, a espionagem, manipulação e roubo de informações.

Os profissionais do futuro estão a um clique de distância. De acordo com Telles (2006, p. 42), basta lembrar que é normal que as pessoas tenham artigos publicados, participação em fóruns, entre outros. Logo, não é difícil realizar uma busca de profissionais por área de interesse. Nesse sentido, quando questionados sobre a busca de profissionais nas redes de relacionamento, colaboradores de empresas particulares mostraram maior receptividade, pois cerca de dois terços dos entrevistados acreditam na possibilidade de encontrar parceiros de trabalho utilizando-se desse meio de comunicação. Nas empresas públicas, mesmo que a admissão de servidores seja realizada através de concursos públicos a busca de profissionais nas redes sociais é superior a cinqüenta por cento, de acordo com a opinião de servidores públicos.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 11: Possibilidade de encontrar parceiros de trabalho nas redes sociais

Para os colaboradores de empresas privadas, a busca de parceiros de trabalho nas redes sociais deveria estar de acordo com os pré-requisitos do cargo que se pretende ocupar. Também foram citados: profissionais de tecnologia da informação, pessoas com perfil criativo e empreendedor e profissionais da área de comunicação. Já para os entrevistados nas empresas públicas as buscas devem se concentrar apenas em profissionais de comunicação e tecnologia da informação.

Na era da informação é difícil que a carreira profissional de um indivíduo não passe pelas redes sociais. Entretanto, conforme Vianna in Telles (2006, p. 46) “concluir que um candidato não está apto à vaga com base no conteúdo de seu Orkut é preconceito e invasão de privacidade”. O que não muda o fato de as empresas darem uma “espiadela” no Orkut de seus funcionários.

Respondentes de empresas privadas e públicas, quando indagados sobre a influência e a relação das redes sociais com a carreira profissional, citaram o tipo de exposição individual como critério definidor para as redes sociais tornarem-se aliadas da carreira profissional, salientaram a importância do bom senso diante das informações fornecidas no preenchimento dos perfis que independe da vontade individual acaba criando um banco de dados acessível a todas as pessoas, inclusive em processos seletivos e por isso devendo ser utilizada como uma vitrine virtual passível de verificações. Para os servidores públicos, as redes sociais relacionam-se com a carreira na criação ou manutenção da reputação profissional (e pessoal) e na aproximação entre órgão público e contribuinte por intermédio de servidores.

Todeschi in Telles (2006, p. 42), observa que a empresa onde trabalha avalia a escrita, a conduta pessoal e a maneira como o profissional se relaciona nos grupos de que participa nas redes sociais. E por isso, não vê necessidade em explicar porque candidatos que procuram uma recolocação no mercado de trabalho não devem participar de comunidades do Orkut como “Bebo até cair”. Através da abordagem feita por Todeschi (op.cit.) pode-se perceber que a conduta pessoal nas redes sociais é importante e pode servir como método de avaliação de acordo com as informações encontradas na rede. Mas afinal, como as empresas devem abordar a conduta pessoal nas redes sociais? Guimarães in Você S.A. (2009) cita que apenas quatorze das companhias tem um código de conduta estabelecido para uso dessas ferramentas virtuais; No entanto, o RH e os empregados são unânimes: querem ter um código de uso para proteger a imagem e estratégias de negócios das empresas e a vida privada dos trabalhadores.

Diante do questionamento correlato, colaboradores de empresas particulares apontaram a criação de regras e o monitoramento das redes sociais sem tirar a liberdade individual orientando os colaboradores quanto a conduta desejável nas redes de relacionamento, também que as questões relacionadas a liberdade de expressão são importante e que ao invés de relacionar vida pessoal e profissional as empresas abordem somente as condutas que atrapalham as atividades da empresa. No caso dos servidores públicos existe tranqüilidade quanto a possibilidade de punição devido ao uso indevido das redes sociais, entretanto os comentários feitos pelos servidores também ressaltam a importância da orientação em relação a exposição pessoal e profissional nas redes sociais.

As redes de relacionamento tendem a beneficiar as empresas de formas diferenciadas e inovadoras. Conforme Cipriani (2008, p. 30), a Web 2.0 e as redes sociais trazem um maior compartilhamento de informações, vida em comunidade e cooperação, possibilidade de alterar e misturar criações de terceiros, entre outros. Ao discorrer sobre as possíveis inovações trazidas pelas redes sociais e capazes de beneficiar as organizações, os colaboradores das empresas particulares apontaram: a criação de um banco de talentos/dados virtual, seguida da descoberta das necessidades de treinamento e a promoção do compartilhamento de informações e relacionamentos, o uso das redes de relacionamento no desenvolvimento de fornecedores, na busca de inovações.

Entretanto, ainda existem colaboradores que afirmam não ver relação entre empresas e redes sociais e/ou não sabem quais são os benefícios trazidos por elas. Diferentemente, os servidores públicos vislumbram como sendo o maior diferencial oportunizado pelas redes sociais nas empresas a promoção de relacionamentos e o compartilhamento de informações entre departamentos.

As informações contidas na rede são uma forma prática de buscar informações gratuitas. De acordo com Telles (2006, p. 44), “muitas empresas vêm adotando a norma de consultar o Orkut para vasculhar a vida pessoal dos aspirantes a emprego” e por que não, dos que já estão empregados. Ramal in Telles (2006, p. 44-45), diretora da empresa ID afirma já ter descartado candidatos depois de descobrir que ele participava de comunidades, por acreditar que a idéia de superficialidade não condiz com a empresa de consultoria onde trabalha. Mais da metade das empresas entrevistadas (62% das empresas privadas e 57% das empresas públicas) reafirmam o discurso de Ramal dizendo que, independente de sua natureza jurídica, é importante utilizar as informações encontradas nas redes sociais como um conjunto de referências para dar suporte à tomada de decisão. Essas informações, conforme as empresas privadas podem ser usadas no armazenamento e na criação de indicadores, complemento de informações, verificação de referências networking e comportamentos (perfil pessoal). As empresas públicas, em consonância com as empresas privadas, salientam que as informações devem ser usadas para conhecer o perfil pessoal das pessoas facilitando os relacionamentos interpessoais e a facilitação ao traçar perfis ideais de trabalho.

Cipriani (2008, p. 38) comenta que o uso de blogs nas empresas aproxima-as da realidade daquelas que são bem sucedidas hoje em dia: as com foco no cliente e colocando as organizações em vantagem em relação aos outros meios de comunicação e também cita: “Segundo uma pesquisa da revista Info Exame de abril de 2008, da Editora Abril, dentro do universo das cem empresas “mais ligadas” [...] 24% delas utilizam os blogs como ferramenta de comunicação”. Apesar de pouco utilizados os blogs, fóruns, comunidades e redes sociais podem ser uma ferramenta comunicacional interna e externa para as grandes empresas. Mas como deve ser a relação entre departamentos de uma mesma empresa que pretende utilizar esses novos canais de comunicação proporcionados pela web 2.0 e pelas redes sociais? Para as empresas particulares entrevistadas a relação entre departamentos de uma mesma empresa deve preservar a vida pessoal dos indivíduos, esclarecer quais os reais objetivos de se participar de uma iniciativa inovadora como essa e qual a função de cada um neste processo para criar um ambiente transparente, acolhedor e receptivo ao diálogo com todos os envolvidos e incentivando a cumplicidade, a facilitação do trabalho, o compartilhamento de experiências e informações baseando as ações do grupo nos princípios éticos de cada empresa.

Conforme Neuhauser (2001, p. 107), as grandes organizações dispõem de unidades múltiplas de negócio e de diversidade de produtos. Mas, nem sempre o que funciona em uma empresa irá dar certo em outra organização. A existência de uma estratégia de integração entre as redes sociais e os processos operacionais das empresas deve estabelecer um vínculo relacionado a utilização das redes de relacionamento como ferramentas de trabalho úteis e motivadoras podendo, inclusive, auxiliar nos processos de comunicação interna organizacional. Neste sentido, as empresas privadas apontam como principal estratégia de integração entre redes sociais (informações) e processos operacionais (comunicação) as ações de divulgação, de treinamento e desenvolvimento, apoio psicológico e motivação as ações inovadoras, a criatividade e a interação entre departamentos. Para as empresas públicas a estratégia de integração baseia-se nas ações de divulgação de resultados e processos, na orientação e aproximação do cidadão com as atividades desenvolvidas pelos órgãos públicos e na fiscalização dessas atividades.
Com a disseminação da tecnologia nas empresas torna-se difícil controlar o fluxo diário de informações facilitando aos menos engajados a má utilização das ferramentas virtuais, entre elas as redes sociais. Ao comentar sobre o ciberespaço, Neuhauser (2001, p. 182), salienta a importância do que ele define como o processo de “decidir como reagir ao uso abusivo e até mesmo ilegal da comunicação em rede e descobrir empregos construtivos desses novos instrumentos de comunicação”. Neuhauser (op.cit.) exemplifica a liberdade de acesso a rede mundial de computadores com o caso ocorrido na Dow Chemical Co. que instalou um software permitindo aos usuários se inscreverem marcando uma reunião virtual com duas horas de duração para discutir um problema específico da organização. Na empresa a liberdade e a definição de boas políticas de uso permitiram também que seus funcionários usassem a tecnologia para criar sites extra-oficiais que em nada contribuem para assuntos pertinentes a empresa, mas que melhoram a interação entre funcionários tornando-os mais motivados e ativos.

POLÍTICAS DE USO DAS REDES SOCIAIS

Existe na empresa? Para os perfis pessoais externos dos funcionários? Todos conhecem a política da empresa?
Privada Pública Privada Pública Privada Pública
SIM 86% 3% 35% 0% 82% 78%
NÃO 14% 97% 65% 100% 18% 22%
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 12: Aspectos relacionados as políticas de uso das redes sociais.

De acordo com a Figura 12, quando questionadas sobre as políticas de uso das redes sociais descobriu-se que as empresas privadas possuem uma política de uso desenvolvida e conhecida pela maioria dos indivíduos, ao contrário, as empresas públicas não apresentam uma política de uso e sim protocolos de restrição ao acesso de determinadas páginas na internet. Contraditoriamente os perfis dos servidores públicos não são monitorados pelos seus superiores como no caso das empresas particulares mais de um terço dos entrevistados afirmam existir políticas de utilização também para os perfis particulares dos colaboradores.

Nesse sentido, quando questionados sobre a coleta de dados (preferências pessoais, personalidade e comportamentos) em seus perfis nas redes sociais a fim de aproximar as pessoas participantes das iniciativas profissionais online, os colaboradores das empresas privadas mostraram-se receptivos a iniciativa de recolhimento dessas informações (noventa e um por cento). Esse índice cai drasticamente entre os servidores públicos: apenas um quarto acha a iniciativa plausível, enquanto três quartos dos entrevistados não vêem com bons olhos a idéia de traçar um perfil pessoal quando este não interfere na vida profissional.

Como forma de complemento, as empresas entrevistadas foram solicitadas a apontar quais são as políticas utilizadas. Pode-se perceber que são políticas de uso nas empresas particulares: a proibição ao acesso de redes sociais, regras de utilização (baseadas, ou não, nas necessidades do uso dessas ferramentas), nos princípios éticos, no bom senso e na preservação da vida pessoal e empresarial. São políticas de uso das empresas públicas: limitação ao acesso de determinados conteúdos, regras informais de convivência, orientação e adequação do acesso ao trabalho desenvolvido.

Gestores de organizações de diferentes portes costumam enfrentar dúvidas quando precisam decidir sobre quais estratégias e políticas adotar diante da necessidade de recriar a própria empresa na rede mundial de computadores. Neuhauser (2001, p. 129) observa que “se você adotar a Internet para todas as funções da empresa, a ruptura e o medo se espalharão por toda a organização de uma vez só”, o que exigirá clareza, por parte do gestor, em relação a abordagem adotada para a transição, a visão de liderança e a estratégia do negócio.

Nas empresas privadas quase três quartos defendem a participação de todos na empresa na iniciativa de utilizar as redes sociais, já nas empresas públicas esse percentual cai para um pouco mais da metade. O índice que representa a discordância na participação de todos os envolvidos nos processos de incorporação de novas tecnologias representa em ambas as empresas (públicas e particulares) basicamente um quarto do índice total de respostas obtidas. Apenas um pequeno percentual das empresas privadas e quase um quinto das empresas públicas defendem o processos de mudança encabeçados apenas por profissionais da área de tecnologia da informação, como é possível observar na Figura 13.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 13: Possibilidade de todos participarem da iniciativa do uso de redes sociais.

As empresas da era digital tendem a tornarem-se cada dia mais transparentes. O “lacre da caixa” de informações é violado no momento em que a empresa informatiza seus sistemas de controle e é definitivamente “aposentado” no momento em que as empresas passam a trabalhar conectadas com o resto do mundo. De acordo com Neuhauser (2001, p. 183), partilhar informações ao invés de retê-las é uma das principais bases para formar alianças dentro e fora das empresas. Nesse sentido, as empresas alvo do estudo apresentaram respostas diferenciadas quando questionadas sobre quais pessoas dentro das organizações devem ter acesso a todas as informações e conteúdos empresariais. Das empresas privadas pouco mais da metade (cinqüenta e cinco por cento) dos respondentes acredita que nem todos devem ter acesso a todas as informações da empresa. Já das empresas públicas, pouco mais da metade dos participantes (cinqüenta e sete por cento) acredita que seria bom se todos os servidores tivessem acesso a todo conteúdo e informações existentes sobre o órgão público onde trabalham. Os respondentes favoráveis a socialização das informações nas empresas privadas justificaram sua escolha apontando a criação de um ambiente transparente e confiável como principal estratégia para as organizações, já os contrários justificaram-se observando a irrelevância de assuntos tratados por alguns departamentos nas atividades desenvolvidas em outros setores de áreas diferenciadas.
Os servidores públicos, quando questionados sobre a socialização das informações justificaram sua receptividade observando os benefícios trazidos por uma gestão transparente visando facilitar os processos e melhorar a fiscalização a fim de garantir a ética nas organizações públicas.

A utilização das redes sociais nas empresas pode tornar-se uma atitude benéfica para as empresas. Entretanto, como qualquer outra atividade que vise modificações nos padrões empresariais, a adoção das redes de relacionamento como ferramentas de trabalho não é facilmente mensurável. Cipriani (2008, p. 100), observa que para os executivos comprarem a idéia de colocar uma rede social em funcionamento talvez exista a necessidade de acompanhá-la com um estudo financeiro e não somente observações relacionadas aos benefícios proporcionados ao ambiente de trabalho. Como pode ser observado na Figura 14, mais da metade dos entrevistados das empresas particulares acredita que o fluxo diário de visitas seria o melhor critério para mensurar resultados empresariais seguida pela participação diária dos colaboradores (cerca de um quinto dos entrevistados). Ao contrário, para mais da metade dos entrevistados das empresas públicas o melhor critério seria a participação diária dos colaboradores seguida pelo fluxo diário de acesso.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 14: Mensuração dos resultados do uso das redes sociais.

Os desafios da utilização eficaz das redes sociais nas empresas são muitos, mas como cita Neuhauser (2001, p. 299) a cultura empresarial ainda se mostra como a principal dificuldade ao adotar novas ferramentas de gestão e processos nas organizações. Tanto empresas públicas quanto privadas, quando solicitadas a relacionar e numerar cinco aspectos (“1” como sendo o mais importante e “5” como sendo o menos importante) desafiadores para a implementação do uso de redes sociais nas empresas evidenciaram quase absolutamente os mesmos aspectos culturais citados por Neuhauser (op. cit.), como é possível visualizar na Figura 15.

Posição Privada Pública
1 Segurança Confiança
2 Controle Segurança
3 Aceitação/Confiança Pertinência
4 Cultura Ética
5 Motivação Cultura
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 15: Escala de desafios na implantação de redes sociais em empresas públicas e privadas.

Neuhauser (2001, p. 125), afirma: “Se houver o perigo de interferência da cultura dominante no ritmo de implantação da iniciativa, o melhor é partir para uma unidade separada logo nos primeiros estágios”. Quando existe a probabilidade de um choque cultural extremo as empresas devem colocar o setor de Internet num local fisicamente distante. Neste sentido, quando questionadas sobre a possibilidade de a cultura dominante da empresa ser hostil a um canal de comunicação virtual, empresas públicas e privadas afirmaram acreditar em uma reação hostil ao uso de redes sociais em suas organizações, conforme é possível observar na Figura 16. As reações citadas pelas empresas privadas incluem: boicote/proibição em relação as iniciativas de mudança, falta de percepção e acomodação, medo da ausência de hierarquia organizacional, manutenção do poder, entre outras.

Neuhauser (2001, p. 161), salienta que durante a fase inicial, o sistema imunológico da empresa tende a reagir as tentativas de mudança e provavelmente levará dois anos para que uma empresa tradicional aceite as “equipes.com” como um procedimento normal. Evidenciando esse receio, quando questionadas sobre a possibilidade de desenvolvimento de um plano de transição entre a realização de reuniões presenciais no ambiente formal da empresa e reuniões virtuais através de uma rede social empresarial, a maioria absoluta dos colaboradores das empresas privadas e quase dois terços dos servidores públicos afirmaram ver importância em um plano de transição. Para as empresas privadas um plano de transição deve contemplar: treinamento e acompanhamento do uso dessas ferramentas, programas pilotos ou por setores envolvendo gradualmente as pessoas, criação de cultura através de políticas de boas práticas de convivência e motivação dos envolvidos. Para as empresas públicas a transição deve ser realizada através do treinamento e orientação dos servidores, possibilidade de acesso e observação da utilidade da ferramenta em relação ao trabalho desenvolvido.

Crença na hostilidade da cultura dominante
Importância do plano de transição de reunião presencial p/ virtual

Privada Pública Privada Pública
Sim 60% 70% 92% 64%
Não 40% 30% 8% 36%
Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 16: Reações e planos de transição das redes sociais em empresas públicas e privadas.

O controle e as estruturas rígidas podem ser um problema difícil de mudar. Neuhauser (2001, p. 51) salienta que afrouxar os controles e dar mais liberdade de decisão as pessoas sem vigilância burocrática pode ser difícil para os gestores tradicionais.

Fonte: CEMBRANEL, SMANEOTO.
Figura 17: Destino dos problemas de estruturas rígidas.

Quando questionados sobre o que acontecerá com as estruturas rígidas das empresas, mais de três quartos dos servidores públicos afirmaram crer no desaparecimento das estruturas rígidas, enquanto mais da metade das empresas particulares crêem no surgimento de novas formas de problemas, como: a utilização de celulares, IPOD’S, pager’s, falta de comunicação verbal e visual, aumento do uso de novas tecnologias e concorrência para a utilização de microcomputadores. Um quarto dos servidores públicos que acreditam em novas dificuldades desencadeadas pelo uso das redes sociais citaram como novas formas de problemas: a diminuição do número de servidores por departamento, padronização da quantidade de servidores por município, necessidade de celulares sempre disponíveis, ausência da obrigatoriedade em ter horários fixos e maior facilidade em fiscalizar os servidores.

CONCLUSÃO

As redes sociais virtuais são um meio de entretenimento fácil para os usuários de microcomputadores com disponibilidade de internet. Essa situação faz com que, nas empresas, essas redes de relacionamento, rapidamente, passem a ser percebidas como fonte de distração para o ambiente de trabalho e por esse motivo passível de bloqueio na maioria das organizações.

Basta um indivíduo ter acesso a rede mundial de computadores para que construa seu perfil em qualquer uma das diversas redes sociais existentes na web. Com o passar do tempo as empresas foram percebendo as conveniências de tornarem essas ferramentas virtuais aliadas nos processos de gestão de pessoas. Sabe-se, que a forma como as redes sociais são utilizadas nos processos e práticas de gestão dependem de sua natureza (pública ou privada) e da percepção dos colaboradores e gestores dessas organizações.
Pode-se perceber de acordo com os dados apresentados, que embora colaboradores de empresas privadas e públicas possuam acesso as redes sociais em seus ambientes de trabalho, são as empresas públicas que lideram o ranking de acessos as redes de relacionamento virtuais tratando de assuntos pessoais, política, notícias e educação, já nas organizações privadas percebem-se além dos assuntos pessoais e as notícias, a busca por entretenimento como principal interesse dos colaboradores.

Diante das limitações de acesso as redes de relacionamento é possível verificar que apesar de as organizações privadas proporcionarem mais liberdade aos seus colaboradores são as organizações públicas (que possuem bloqueios a todo e qualquer conteúdo na internet), que mais acessam as redes.

Salienta-se que a percepção dos respondentes pouco se modifica devido a sua natureza organizacional. É possível evidenciar como critérios observados nos perfis virtuais pelos colaboradores de empresas privadas: a escrita/ortografia, a descrição pessoal e os dados pessoais. Já nas empresas públicas, apesar de citada como importante a descrição pessoal é o único ponto comum entre organizações públicas e privadas. Os outros dois aspectos são: as fotos e os dados para contato. Do mesmo modo, quando questionados sobre os aspectos dos perfis observados pelas empresas, os colaboradores de empresas privadas evidenciaram os dados pessoais, as comunidades e a escrita/ortografia, enquanto os servidores públicos apontaram a descrição pessoal, os dados pessoais e as fotos. Para garantir a veracidade das informações obtidas através das redes de relacionamento, as organizações privadas apontam: a descrição, os dados pessoais e as comunidades como critério a ser checado. Já as empresas públicas pontuam a descrição, os dados pessoais e a escrita/ortografia como aspectos verificáveis.

Em relação aos contatos profissionais, as organizações públicas mostram-se mais receptivas ao uso das redes sociais para realizar, inclusive, tarefas cotidianas como a troca de informações entre setores enquanto as organizações privadas preferem não falar de assuntos profissionais na rede, salva a necessidade de encontrar parceiros de trabalho. Apesar de assíduos nas redes de relacionamento, as organizações públicas possuem mais desconfianças quanto a seguridade da rede social, inclusive na busca de parceiros de trabalho.

O medo de ser mal interpretado ou até retaliado é uma característica dos colaboradores da iniciativa privada. É conhecimento de todos que apesar dos servidores públicos apresentarem medo do roubo e da manipulação de informações estes ainda estão protegidos pela estabilidade empregatícia. A ausência de confiabilidade nas redes internas de relacionamentos das empresas privadas justifica o fato de os colaboradores preferirem não se manifestar virtualmente de nenhuma forma, ao passo que os servidores públicos consideram a utilização da ferramenta mediante o emprego de um nome falso. Sobre a segurança nas redes sociais, empresas privadas e públicas acreditam que independente da estabilidade empregatícia dos trabalhadores deve existir a orientação aos colaboradores sobre o assunto.

Correlacionando os aspectos da gestão de pessoas com a utilização das redes sociais é possível perceber grandes oportunidades de utilização dessa ferramenta para facilitação dos processos e práticas de recursos humanos e na exposição individual de qualquer indivíduo interessado em realizar contatos profissionais.

Analisando as respostas de empresas públicas e privadas é possível perceber que muitos benefícios ainda não são observados por todos. Colaboradores de empresas privadas percebem, especialmente, as redes sociais como oportunidade de criação de um banco de dados (beneficiando os processos de recrutamento e seleção) ou referências dando suporte para o processo decisório e por esse motivo evitam a exposição pessoal exagerada. Já, os servidores públicos percebem as redes sociais somente como forma de aproximação entre cidadão e órgãos públicos.

Para organizações privadas são observados como benefícios advindos do uso das redes sociais: a descoberta das necessidades de treinamento e desenvolvimento, a melhoria nos relacionamentos e compartilhamento de informações. Já para as empresas públicas os benefícios giram em torno dos relacionamentos interpessoais e do compartilhamento de informações.

Percebe-se que para as empresas estudadas, as estratégias de integração entre redes sociais (informações) e processos operacionais (comunicação) são: as ações de divulgação, de treinamento e desenvolvimento, apoio psicológico e motivação as ações inovadoras, a criatividade e a interação entre departamentos. Já para as empresas públicas a estratégia de integração baseia-se nas ações de divulgação de resultados e processos, na orientação e aproximação do cidadão com as atividades desenvolvidas pelos órgãos públicos e na fiscalização dessas atividades.

Observa-se que empresas privadas possuem políticas de uso conhecidas por todos no acesso as redes sociais. Ao contrário, empresas públicas, confirmaram praticamente não contar com nenhum código de conduta para utilizar as redes de relacionamento. Foram citadas como políticas de uso: as regras de utilização pelas empresas particulares e a limitação de acesso e orientação aos usuários pelas organizações governamentais.
As percepções dos colaboradores evidenciaram que tanto empresas públicas como privadas defendem a participação de todo o quadro de pessoal na implementação das redes sociais nos ambientes de trabalho possibilitando aos indivíduos o acesso a qualquer tipo de informação existente visando maior transparência nos processos de gestão. As melhores formas de saber sobre a participação de todos na implantação e utilização de redes sociais, são através da análise do fluxo diário de visitas nas empresas privadas e da participação diária dos colaboradores para empresas públicas.

Sabe-se que existem muitos desafios para a utilização das redes sociais tornarem-se uma prática diária e corriqueira nas organizações. Para empresas privadas e públicas configuram-se como principais desafios a segurança das informações a confiança entre os envolvidos e a aceitação da descentralização do poder.

Percebe-se, também, a consciência de empresas publicas e privadas diante da hostilidade de sua cultura dominante diante da implantação de redes sociais no ambiente de trabalho. Situação que faz com que os próprios colaboradores admitam a necessidade de um plano de transição de reunião presencial para reunião virtual.
Portanto, para responder ao problema: “Quais são os aspectos da gestão de pessoas e de que forma cada um destes sofrem modificações em suas práticas devido a utilização das redes sociais quando comparadas empresas públicas e privadas?”, é possível vislumbrar os processos de recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, gestão participativa e a gestão do conhecimento são as mais beneficiadas pelo uso das redes de relacionamento virtuais.

Os aspectos relativos ao recrutamento e seleção de pessoas podem tirar proveito, por exemplo, da quantidade de usuários das redes brasileiras e de sua disposição em encontrar parceiros de trabalho por meio das redes sociais. Como as redes sociais possuem muitas opções para o preenchimento dos perfis individuais, as informações disponíveis sobre uma única pessoa é vasta e acessível a todos. Muitas empresas têm realizado seus processos seletivos utilizando as redes de relacionamento para saber detalhes que não seriam possíveis através da entrevista individual.

Em relação ao treinamento, desenvolvimento e as iniciativas de trabalho em equipe, a pertinência pode ser observada pela maioria das empresas entrevistadas através da necessidade de orientação pessoal e profissional na utilização das redes de relacionamentos. Analisando as respostas do público-alvo estudado, pode-se afirmar que processos de T&D são desafiados pela necessidade de antever quais serão os problemas inerentes as organizações no futuro e como o (até então) “departamento” irá fazer para preparar seus colaboradores diante de uma organização praticamente sem estruturação física.

A gestão participativa é um pré-requisito para as organizações que pretendem implantar as redes de relacionamento como ferramenta colaborativa as atividades cotidianas empresariais. Através das respostas de empresas públicas e privadas é possível perceber o desejo dos colaboradores em participar dos processos decisórios e da construção de práticas de gestão. Participação essa impregnada com a necessidade de estabelecer um elo de confiança entre pessoas de uma mesma organização. Esse aspecto precisa ser reavaliado nas organizações privadas para garantir a todos que a contraposição a opiniões de gestores e supervisores não resulte em represálias ou demissões e sendo capaz de estabelecer oportunidades para que empresas e indivíduos conheçam a diversidade de opiniões existentes na empresa.

A gestão do conhecimento é intrínseca ao processo de implantação da realidade virtual nas empresas. Através dos questionários respondidos pelas empresas entrevistadas, vislumbra-se a percepção sobre a importância da confiança entre empresa e colaborador para a criação de organizações capazes de aprender e desenvolver conhecimentos. Sabe-se que toda e qualquer limitação ao acesso de informações, inclusive na rede mundial de computadores denotam a falta de preparo das organizações em adotar as redes de relacionamento como ferramenta de trabalho.

Entretanto, não importam a quantidade de informações trazidas pelas redes sociais quando as empresas não se demonstram dispostas a acolher sugestões para criar ou adaptar as técnicas de gestão a realidade digital que assola o mundo.

REFERÊNCIAS

ARRUDA, Jaqueline in ABRH. O que é recrutamento e seleção? Disponível em: http://www.abrhrj.org.br/typo/index.php?id=385 Acesso em:29 jan. 2010.
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ANEXOS
ANEXO A: QUESTIONÁRIO

Conforme a Wikipédia (2009), rede social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. A rede é responsável pelo compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Assim, um grupo de discussão é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes. Essas redes sociais estão hoje instaladas principalmente na Internet devido ao fato desta possibilitar uma aceleração e ampla maneira das idéias serem divulgadas e da absorção de novos elementos em busca de algo em comum. De acordo com a definição, responda as questões de acordo com a realidade da sua empresa e a sua opinião sobre os assuntos pautados nas perguntas abaixo:
Você tem:

• Msn
• Orkut
• Facebook
• Twitter
• Myspace
• Blog
• Google Talk
• Skype
• Fórum De Discussões
• Youtube
• Página Na Web

2 Sobre que assunto predominante você trata quando acessa alguma das redes de relacionamento explicitadas na pergunta 1?

• Pessoal
• Religiosidade
• Notícias
• Política
• Negócios/dinheiro
• Educação
• Trabalhos acadêmicos
• Entretenimento
• Outro. Qual?

3 Com que freqüência você utiliza as redes sociais virtuais?

• 1-2 vezes por semana
• 3-4 vezes por semana
• Praticamente todos os dias
• Duas vezes por mês
• Trimestralmente

4 Você considera a possibilidade de utilizar as redes sociais na busca de um emprego/ ou oportunidade de qualificação?

• Sim
• Não

4.1 Justifique.
5 Quando você visualiza um perfil em uma rede social quais são as informações mais relevantes em sua opinião?

• Dados pessoais
• Comunidades
• Amigos
• Escrita/ortografia
• Descrição pessoal
• Fotos
• Dados para contato
• Outra. Qual?

6 Quais informações, você imagina que as empresas priorizam na hora de visualizar o perfil de um colaborador?

• Dados pessoais
• Comunidades
• Amigos
• Escrita/ortografia
• Descrição pessoal
• Fotos
• Dados para contato
• Outra. Qual?

7 Você já realizou algum contato profissional através das redes sociais?

• Sim
• Não

7.1 Se sim, que tipo de contato? Relate brevemente sua história.
8 Quais as informações nos perfis on-line dos candidatos devem ser checadas em um processo seletivo?

• Dados pessoais
• Comunidades
• Amigos
• Escrita/ortografia
• Descrição pessoal
• Fotos
• Dados para contato
• Outra. Qual?

9 Você utiliza ou já utilizou as redes sociais para postar o que está fazendo em determinados momentos?

• Sim
• Não

10 As redes sociais, em sua opinião, utilizam os dados colocados nos perfis dos usuários para a manipulação e até troca desses dados, por outros?

• Sim
• Não

11 Você falaria abertamente sobre assuntos pautados em reuniões na sua empresa, confiando na rede social de sua própria empresa? De que forma?
• Não. Não o faria de nenhuma forma
• Não. Só o faria anonimamente
• Sim. Mas, me identificaria com apelido praticamente desconhecido ou colocaria somente o meu nome.
• Sim. Me identificaria normalmente no sistema e falaria sobre qualquer assunto do meu trabalho que estivesse em questão.
11.1 Justifique sua resposta.
12 Você acredita na possibilidade de encontrar parceiros de trabalho em redes de relacionamento?

• Sim
• Não

13 Que profissionais você buscaria para trabalhar na sua empresa em uma rede social?

14 Como as redes sociais podem interferir na carreira de um profissional? O que elas têm a ver com carreira?
15 Como as organizações devem abordar as questões de conduta pessoal em redes sociais on-line?
16 Quais as inovações úteis e possíveis de serem trazidas pelas redes sociais capazes de levar alguma inovação para a gestão de pessoas?
17 As redes sociais são uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas. Você acha que essas informações devem ser usadas pelas empresas?

• Sim. De que modo?
• Não

18 Como deveria ser a relação entre os departamentos internos que participarão da iniciativa de uso de blogs, fóruns ou redes sociais?
19 Qual deveria ser a estratégia para a integração das redes sociais ou blogs ou de seus resultados com os demais processos operacionais de sua empresa? Como as informações advindas da rede social ou blog entraria no fluxo de comunicação dos processos?
20 Sua empresa já possui uma política sobre o uso de redes sociais ou blogs?

• Sim
• Não

20.1 E para os perfis pessoais e externos mantidos por seus funcionários?

• Sim
• Não

20.2 Seu funcionário tem consciência ou conhece a política adotada pela sua empresa?

• Sim
• Não

20.3 Qual seria esta política?
21 A iniciativa de usar blogs ou redes sociais deverá envolver toda a organização?

• Sim
• Não
• Apenas os profissionais de Tecnologia da Informação
• Apenas um departamento em específico. Qual?

21.1 E sobre a oportunidade de opinar ou acessar todo o conteúdo? Toda organização deveria ter acesso a essas informações?

• Sim
• Não

21.2 Justifique.
22 Como seria possível mensurar os resultados dessa ferramenta?
Pelo fluxo diário de visitas.

• Pelo retorno do investimento. Como ele seria observado?
• Pela participação diária dos colaboradores.
• Pela economia de material de escritório e folhas
• Pela diminuição do tempo das reuniões e aumento do tempo no trabalho.
• Outra forma. Qual?

23 Relacione 5 aspectos conforme sua importância (1 como sendo o mais importante e 5 como sendo o menos importante) que você considera como sendo potenciais desafios para a implementação do uso de blogs ou redes sociais na organização?
1
2
3
4
5

24 Existe a possibilidade de a cultura dominante da sua empresa ser hostil a um canal de comunicação virtual?

• Sim
• Não

24.1 De que forma?
25 Você considera importante a empresa desenvolver um plano de como lidar com a transição entre realizar reuniões em uma sala fechada e de forma presencial para a realização de reuniões virtuais através de um blog/perfil da empresa em alguma rede social/fórum?

• Sim
• Não

25.1 De que forma a empresa deveria lidar com esse processo transitório.
26 Que formas de controle e protocolos de acesso foram criados na sua empresa – o que se deve e o que não se deve fazer em relação ao envio de e-mails acesso a blogs/redes sociais?
• Bloqueio de sites que dão acesso aos blogs em geral
• Bloqueio de sites que dão acesso as redes de relacionamento
• Bloqueio de e-mails que não sejam o da empresa
• Bloqueio de todo e qualquer conteúdo na internet, restando somente a intranet
• Orientação aos colaboradores para que não compartilhem informações sobre a empresa na internet
• Orientação para que os colaboradores só utilizem o e-mail, blog ou rede de relacionamentos da empresa de forma pessoal caso haja necessidade.
• Outro. Qual?
27 Eles foram criados antes ou depois que os colaboradores sofreram conseqüências pelo seu uso ou por ordem dos líderes na empresa?

• Antes
• Depois
• Ainda não foram criado

28 O que acontecerá com os problemas comuns causados por estruturas rígidas? O problema irá desaparecer ou vai ressurgir em novas formas?
• Os problemas das estruturas rígidas irão desaparecer
• Surgirão novas formas de problemas. Que formas seriam estas?
29 Você acha que prática on-line da vida empresarial poderia trazer benefícios se houvesse a coleta de dados sobre os hábitos, costumes e preferências individuais como, por exemplo, no Orkut ou Facebook?

• Sim
• Não